terça-feira, 30 de maio de 2017

        Compartilhando Saberes: Psicopatia e Sociopatia

                                PSICOLOGIA DA VIDA ADULTA


Na interdisciplina Psicologia da Vida Adulta,continuamos a pesquisar situações e problemas de relacionamentos presentes na vida do adulto,mas que podem ser iniciadas,diagnosticadas ou ,infelizmente,até provocadas no período de desenvolvimento psicológico infantil.Após discutirmos e buscarmos através de diversas fontes de pesquisa,a cerca dos relacionamentos possessivos,me atreví a acompanhar e conhecer um pouco sobre os outros assuntos de pesquisa,das colegas que formaram outros grupos de pesquisa sobre diferentes temas do universo adulto.O que realmente,me trouxe muitas reflexões e novos saberes,foi o assunto Psicopatia e Sociopatia,assunto este que permeia de maneira crescente em nossa sociedade,sendo um caso de saúde pública e preocupação para a psicologia atual.

Sociopatia e Psicopatia: TPAS(transtorno de personalidade antissocial,o termo mais correto é o transtorno de personalidade dissocial ou antissocial).Segundo o DSM(Manual Diagnóstico e Estatístico de Disturbios Mentais).
-Frequentemente encontrado em contextos urbanos e está relacionado a um baixo nível socioeconômico.
-É mais frequente em homens do que em mulheres(3:1)

Dentre as muitas características apresentadas por uma pessoa com estes tipos de transtorno,estão a mentira frequente,crueldade com o próximo,falta de tolerância as frustrações,irresponsabilidade,insensibilidade,envolvimento em atividades ilícitas e em casos extremos o suicídeo e o homicídeo.

Sempre que surgem os transtornos psicológicos e de relacionamentos na vida adulta o principal caminho para a solução ou tratamento é reconhecer que se precisa de ajuda.A partir daí é preciso coragem e persistência para buscar ajuda médica,espiritual,familiar.

È de extrema importância que nós educadores,saibamos reconhecer em nossos alunos,os sinais de agressividade,irritabilidade excessiva e como se dão os  relacionamentos,para se possível,detectar e encaminhar as medidas necessárias,evitando desde cedo o agravamento de certos transtornos,claro,sempre com muito respeito e observação minuciosa.



                                   Assisti um documentário sobre o assunto...recomendo! 

    

quarta-feira, 24 de maio de 2017

        Os Relacionamentos Possessivos X Amor de Maturana


No quinto eixo do Curso de Graduação em Pedagogia PEAD/UFRGS,na interdisciplina Psicologia da Vida Adulta,estamos vivenciando novas reflexões com respeito a psicologia e as situações que se apresentam na vida adulta,trazendo dúvidas e dificuldades nos relacionamentos sociais de formas geral.Vários temas acerca das relações e comportamentos presentes no universo adulto estão sendo discutidos ,refletidos e pesquisados pelos grupos de graduandas.
Um dos temas trabalhados são os relacionamentos possessivos na vida adulta.

A mídia através de novelas,filmes e séries nos relata personagens que apresentam relacionamentos abusivos,permeado de ciúme exagerado,sentimento de posse do outro,necessidade de exercer poder e dominação e muita agressividade.Infelizmente,não estamos falando de situações puramente midiáticas e sim,uma grave questão de saúde pública,uma vez que os casos de relacionamentos possessivos estão cada vez mais presentes em nossa sociedade.Estamos falando de maridos ou namorados extremamente ciumentos,mulheres doentes de ciúme ou posse pelo cônjuge,amigas "vampiras" que tomam posse e prejudicam a vida das outras ou ainda,mães exageradamente protetoras.
Segundo as ideias de Humberto Maturana, um importante neurobiólogo chileno,os relacionamentos devem ser permeados de amor,e se formos analisar seu pensamento,percebemos que o amor não é possessivo,mas quem ama respeita o outro e o vê como o outro e não como seu.

"Sem amor não há fenômeno social,não há relação ou vida social.O ódio,o egoísmo,a competição e a agressão geram convivências de morte,de destruição.A falta de amor,a constante negação do outro,resulta nas enfermidades" (Maturana,2002)

Relacionamento possesivo midiado pelo Reality Big Brother Brasil 2017


"Sempre que observamos uma conduta que leve ao encontro do outro,como legítimo outro,em coexistência com os demais,estamos falando de amor" (Maturana,2002)

Segundo temos conversado e refletido através das pesquisas e leituras,compreendemos que todas as relações sociais devem ser prazerosas e significativas,nos construindo e nos valorizando.A partir do momento que as relações se tonam desgastantes,agressivas e desconfortáveis algo não está indo bem,e que podemos estar vivenciando uma relação patológica.Reconhecer o problema,procurar ajuda familiar,médica ou espiritual para compreendemos nossas relações é um bom caminho para cultivarmos as relacionamentos saudáveis. 

   
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

1 Coríntios 13:4-7



  Referência:  

MATURANA,Humberto.Emoções e linguagem na Educação e na Política.Belo Horizonte:UFMG,2002
Texto:Aprendizagem Amorosa:Transformações na Convivência de Aceitação do Outro como legítimo Outro (Luciane Corte Real ,Dra.Jaqueline Picetti)               

sexta-feira, 12 de maio de 2017

                       Diversidade Também no Dia das Mães!!


 


Ontem tivemos aqui,na Escola Capela Navegantes,onde trabalho,a homenagem ás Mães.Como trabalho no setor de coordenação pedagógica,ao mesmo tempo que tenho participação direta nas atividades realizadas,participo delas de forma indireta,o que,por um lado é ruim e por outro é muito bom.Digo ruim,por não estar atuando diretamente com os pequenos,mas muito bom,pelo fato de ter uma visão geral das atividades e projetos desenvolvidos na Escola,o que me permite perceber o olhar das educadoras nas questões de aprendizagens e abordagens dos assuntos referentes a diversidade,como também,as falas,emoções e construções dos alunos,de forma bem geral,enquanto Escola.
Durante esta semana,enquanto estive nas salas acompanhando os trabalhinhos feitos às mamães percebi muitas falas pertinentes as questões da diversidade,como:
-Como é tua mãe?
-Porque tua mãe é diferente da minha mãe?
-Minha mãe tem cabelo liso!
-Quero o lápis cor de pele pra desenhar minha mãe linda.
-Eu sou marrom igual minha mãe.
Todas estas questões,mas o fato de algumas crianças negras desenharem suas mães loiras ou o fato de todos acharem que para se desenhar uma pessoas tem que usar o lápis "cor de pele" é motivo pra se falar em diversidade,não em um projeto cujo tema é a diversidade,mas a diversidade presente em todos os projetos.
Percebi que as educadoras conseguiram conversar com as crianças na maioria das situações,mas pretendo,como coordenação pedagógica,orientar e trazer subsídios para o trabalho com projetos e o trabalho permanente da diversidade e respeito às diferenças,seja em conversas,materiais ou nas formações com os educadores. 

sexta-feira, 5 de maio de 2017

              Trabalhando a Diversidade...Na Páscoa!








"Fazer um projeto de Aprendizagem significa desenvolver atividades de investigação sobre uma questão que nos incomoda,desperta nossa atenção,excita nossa curiosidade"


Na Escola de Educação Infantil Capela Navegantes, onde atualmente atuo na coordenação pedagógica,estamos trabalhando com o tema do Meio Ambiente,mas no decorrer do projeto,surgem subtemas de extrema importância de serem trabalhados durante o ano todo,sempre,como é o caso das questões de diversidade.
Assim,na semana da Páscoa,trouxemos para a Escola um lindo coelhinho(de verdade)preto,porque percebemos a curiosidade e até repulsa,por parte de algumas crianças,com esta cor.Muitas crianças questionaram:
-"Porque ele é preto profª?"
-"Mas na música é de olhos vermelhos e pelo branquinho...."
-"Que cor é o coelho da Páscoa?"
A partir dos questionamentos foi possível as educadores conversarem com as crianças e os levarem a reflexão de que o preto também é bonito e de que os bichinhos podem ser de várias cores.
Como eles gostaram muito do coelho,percebemos pelas falas nas atividades e rodinha que eles começaram a associar as cores escuras com coisas legais,como roupas prediletas,animais de estimação e brinquedos.
Para dar continuidade,aconteceu a contação da história Menina Bonita do Laço de Fita,que foi muito apreciada e trouxe reflexões bem pertinentes as questões que estavam sendo trabalhadas.
A diversidade está presente em muitos momentos do cotidiano da criança,nas suas relações familiares e escolares,como também,na observação dos ambientes e seres que a cercam.
Trabalhar com projetos de trabalho,permite uma percepção e construção ativas das aprendizagens desenvolvidas.Permite a criança adquirir seus conhecimentos com pensamento e lógica,buscando através de seus questionamentos os conhecimentos que são reconstruídos a cada passo do processo.
A Páscoa,além das ideias de vida,renascimento e família,trouxe a nossa Escola um novo olhar e novas percepções do ambiente ao nosso redor e suas especificidades e diversidades.Foi muito legal este trabalho!

Contando histórias...
Quando fui comprar o coelhinho na lojinha de animais para trazê-lo para a Escola,perguntei ao vendedor da loja de animais:
-Tem coelhinho?Sou professora e quero levar ele para uma Escola!
Ele disse:
Sim!Temos filhotes bem bonitinhos.
Expliquei que só tinha uma questão,que era a minha necessidade de levar um coelho preto.Então disse ele:
-Não tem problema!Preto ninguém quer!
Depois olhou para mim,bem sem jeito e disse assim:
-Ai,desculpa,estou falando de coelhinhos......


Referência
Texto:Projetos de Aprendizagem:Uma Experiência mediada por Projetos
  

quinta-feira, 27 de abril de 2017

                            Uma Citação de Impacto!


Realmente,o texto trabalhado na interdisciplina Seminário Integrador V,da autora Izabel Alarcão sobre O Ser Reflexivo,nos permite ir além da reflexão habitual e nos faz refletir sobre o que realmente estamos refletindo,se as reflexões que fazemos são realmente produtivas a ponto de nos levar a  nos autoavaliar como educadores,avaliar a prática docente ,os objetivos que almejamos e o que nos leva a sermos educadores e continuarmos nesta jornada.
Será que somos reflexivos ao ponto de depois de refletir a prática,colocarmos em ação as mudanças,nos reinventarmos?
Faço esta postagem em especial,pra compartilhar um ponto do texto da autora,que me trouxe significativo impacto.Porque foi algo que sempre pensei e nunca tive coragem de falar para ninguém.
Não sou a melhor professora deste planeta,mas juro que tenho certeza da minha escolha docente,acredito na educação e na transformação que ela traz as pessoas,buscando sempre fazer o melhor.Infelizmente,cá pra nós,percebi ao longo da minha caminhada,colegas educadores que não estão felizes no ambiente da Escola,não conseguem se realizar,e o pior não conseguem visualizar o sucesso futuro,ou seja, a esperança já não existe.Mas nunca tive coragem de indagar a nenhum deles sobre sua convicção profissional.
Para minha surpresa,realizando as leituras acadêmicas,me deparo com a seguinte colocação:


"Professor,descobre o sentido da tua profissão e descobre-te a ti mesmo como professor para ajudares aos teus alunos a descobrirem a língua que aprende e a descobrirem-se a sí próprios como alunos"
"Acho que vais gostar da tua descoberta.Mas,se não gostares,tem a coragem de abandonar a tua profissão antes que ela se torne para ti um fardo demasiado difícil de suportar"

Izabel Alarcão  

Que bom que não é apenas eu que tenho esta ideia.Isso me traz certo conforto e coragem de em forma sempre amigável,aconselhar aqueles queridos colegas educadores a refletirem sua prática,a vivenciarem a felicidade da Escola e a alegria de ver o crescimento pessoal de cada criança,e quem sabe,oferecer caminhos para novas investidas na vida,afinal quem é professor,tem que desejar educar e fazer com muito desejo de fazer.



"A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade. Não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa."
                                                                            Paulo Freire
ALARCÃO,Isabel(org).Formação Reflexiva de Professores:Estratégias de Supervisão.Editora Porto,1996(coleção CIDIne)

quarta-feira, 19 de abril de 2017

               No mesmo lugar,mas com um olhar diferente...

   

No começo deste ano de 2017,passei a ocupar uma posição diferente,nova e cheia de desafios...Após quatorze anos de atuação em sala de aula,recebi um convite especial:atuar na coordenação pedagógica de uma Escola Infantil.
A Escola de Educação Infantil Capela Navegantes é um sonho de Escola!Localizada em um bairro lindo,próximo ao Lago Guaíba,com crianças muito queridas e um corpo docente simpático e alegre que me recebeu com muito carinho.
Mas estar em um lugar muito conhecido,a Escola,em posição muito diferente,a coordenação pedagógica,traz um misto de muitos sentimentos,como insegurança e motivação de fazer o melhor.
Sair do zona de conforto da "minha sala de aula" e dos "meus alunos" e agora ampliar este pertencimento para meu trabalho,em minha Escola,desempenhado pela equipe de professores sob minha orientação é uma responsabilidade relevante.Observar,auxiliar,orientar,buscar soluções em conjunto e coparticipar da rotina escolar exige muita reflexão,quebra de paradigmas e a capacidade de realizar um trabalho múltiplo.Antes,eu não sabia como funcionavam as compras da Escola,ou a organização  do cardápio escolar,ou as relações entre mantenedora e instituições de ensino...o leque se abriu!E como se abriu!
O Curso de Graduação em Pedagogia na UFRGS,minhas vivências,a maternidade e uma infinita série de fatores servem de esteio para o alcance de meus objetivos e sucesso do meu novo trabalho.
Agora,mais do que nunca,as reflexões,o confronto salutar da teoria com as práticas docentes e a motivação por fazer o melhor estão presentes no meu cotidiano,e as aprendizagens novas,velhas e as reformuladas ou reconstruídas me serão todas muito bem vindas!! 




"O pensamento reflexivo é uma capacidade.Como tal,não desabrocha espontaneamente,mas pode desenvolver-se.Para isso,tem de ser cultivado e requer condições favoráveis para o seu desabrochar."

Izabel Alarcão




terça-feira, 18 de abril de 2017

                           É TEMPO DE REFLETIR

                  SER REFLEXIVO É PRATICAR A AUTONOMIA




Refletir sobre a prática docente e ter a missão de formar alunos reflexivos é uma ideia que segue a formação docente deste sempre.Mas importa,que em algum momento possamos refletir sobre o quanto usamos a reflexão como instrumento de aprendizagem ,de avaliação ou simplesmente se a verdadeira reflexão está presente na nossa prática docente,cheia de compromissos,prazos e falta de tempo.
Ás vezes parece que até a reflexão já está no "piloto-automático".
 No texto Ser Professor Reflexivo,Izabel Alarcão nos faz repensar a reflexão docente,em sua função,relevância e tempo.E acredito que um dos pontos importantes deste texto é a referência com a autonomia.Temos que ser reflexivos para não ser "coisa",mas para humanizar e qualificar nosso trabalho,assim como,o aluno que reflete consegue construir seus conhecimentos de forma autônoma.
"Importa também esclarecer o que se entende por autonomia,pois por vezes atribui-se uma dimensão de liberdade esquecendo que a liberdade implica responsabilidade e capacidade de tomar decisões certas no momento certo,isto é, considerar fatores de decisão e suas consequências"
"Autonomia é a capacidade para gerir a própria aprendizagem,o que implica ser capaz de definir objetivos pessoais,organizar e gerir tempos e espaços,auto-avaliar processos,controlar ritmos,conteúdos e tarefas na sua relação com os objetivos a seguir,procurar meios e estratégias relevantes."(Holec,1979)
Ser reflexivo como professor é ir além da teoria e do conteúdo,é vivenciar as aprendizagens e reavaliar-se constantemente.Levar os alunos a refletir sobre suas aprendizagens ,interações e brincadeiras é motivar sua autonomia.
A escrita do portfólio de aprendizagem(blog) é um instrumento de reflexão escrita,que permite reviver e pensar sobre a prática em confronto com os saberes acadêmicos.
O texto lido,veio pra dar uma "cutucada" nesta questão que é tão presente no abstrato de nossas concepções e concretamente nem sempre acontece mesmo. Na correria do cotidiano da Escola esquecemos de parar e refletir.Reflexão,na minha opinião exige parada,para recomeçar depois.
Amei o texto e me provocou a refletir verdadeiramente e repensar a importância de não termos robozinhos,mas alunos que refletem,meio naquela máxima de que não se dá peixe ,mas se ensina a pescar.No caso aqui,se ensina a pensar,refletir.
A reflexão chega a ser perigosa quando não existe,porque viramos "coisas" e fazemos tudo muito engessadamente.Ou quando é demasiada,daí vamos querer mudar o mundo...


Referência:
ALARCÃO,Izabel(Org.).Formação Reflexiva de Professores:Estratégias de Supervisão.Editora Porto,1996 (CIDIne)