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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

                   REFLETINDO O WORKSHOP...

REPENSAR CONCEITOS,REELABORAR  APRENDIZAGENS E APERFEIÇOAR A PRÁTICA!! 

             
O terceiro eixo do curso de graduação em pedagogia PEAD/UFRGS,foi um momento de aprendizagens ricas e de grande valia para minha formação docente.
Diferente dos eixos anteriores,acredito que este ,trouxe a solidez de aprendizagens construídas com mais maturidade,pois passada a euforia do ingresso na Universidade,a adaptação ao curso e as ferramentas digitais e o sentimento de confronto direto das teorias educacionais com as práticas docentes diárias,agora,neste momento,foi possível,sorver as aprendizagens e reflexões conceituais com maior aproveitamento.
A produção da Síntese Reflexiva das Aprendizagens é o relevante momento  de expressar de forma escrita,o processo de construção dos conhecimentos obtidos através do confronto dos conceitos estudados no curso, com os debates entre pares,as muitas reflexões realizadas e a prática diária em sala de aula.O portfólio de aprendizagens é um grande aliado neste processo de escrita,pois registra o percurso destas aprendizagens de forma muito fiel durante o decorrer de cada eixo.
Sem dúvida,o momento do workshop,a expressão oral dos saberes obtidos durante o semestre de estudos, não é um momento de avaliação final,mas um momento de troca de experiências extremamente importante ao final de cada eixo,sintetizando os conceitos mais significativos e trazendo uma importante reflexão sobre a relação teoria e  prática.
A cada workshop, é possível perceber o quanto crescemos profissionalmente e quanto nos superamos pessoalmente,além de trazer a lume,as conquistas do grupo de graduandas de forma geral,nos motivando aos próximos desafios e aquisições em termos de conhecimento. 


O EIXO III EM UMA PALAVRA:


EXPRESSÃO

 

As interdisciplinas do terceiro eixo do PEAD,me fizeram repensar as questões de comunicação e expressão de nossos alunos e nossa relação comunicativa com eles,de que forma nos expressamos a eles,o quanto os permitimos se expressarem e de que maneira a expressão acontece no cotidiano da sala de aula.Quando no Seminário Integrador III,construímos os Projetos de Aprendizagem e ressaltamos a importância da atuação do aluno como perguntador e pesquisador,já repensamos a valorização da expressão.Assim como nós mesmas,na busca das escritas autônomas e acadêmicas estamos buscando novas formas de nos expressarmos.
A música,a literatura e a ludicidade são ricas fontes de comunicação e expressão e ainda,como um grande prêmio deste eixo,conhecemos e passamos a admirar de forma muito importante uma diferente maneira de comunicar e expressar,a Língua Brasileira de Sinais.
Certamente,o semestre acaba deixando fortes reflexões e mudanças de intencionalidades docentes em relação as expressões que acontecem e devem cada vez mais acontecer em nossas escolas.  


"AS ESCOLAS DEVERIAM SE DEDICAR MENOS AO ENSINO DAS RESPOSTAS CERTAS,E MAIS AO ENSINO DAS PERGUNTAS INTELIGENTES"
  RUBEM ALVES
    


  

sexta-feira, 15 de julho de 2016

                  O Perigo de uma Única História...


               "Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar."
Nelson Mandela 


Na caminhada docente nunca estamos prontos,sempre estamos refletindo,repensando e nos construindo como educadores. E acredito,que assim como eu,todo os educadores tem o desejo de formar cidadãos assim,que não sejam prontos,mas abertos as novas aprendizagens e possibilidades e que sejam,acima de tudo,críticos.
Digo isto,pois fiquei impactada e fortemente convidada a repensar algumas ideias,após assistir um vídeo proposto pelo curso de pedagogia PEAD/UFRGS,na interdisciplina de LIBRAS.O vídeo intitulado "O Perigo de Uma Única História",traz a realidade de uma escritora,de origem africana,falando de sua trajetória marcada pelo preconceito e julgamento social muito forte com respeito a sua cor,nacionalidade e etc...O verdadeiro "pré´-conceito".
Realmente,temos o cruel defeito de ter uma ideia formada,uma opinião única sobre as coisas e jamais mudarmos essa ideia ou revê-la.
No caso desta interdisciplina,LIBRAS,me ví protagonista desta situação.Sempre achei que ser surdo era uma deficiência trágica,que se deveria fornecer ao surdo os implantes e cirurgias,colocar as crianças surdas em escolas tradicionais para aprender a falar e sabia,também,da existência de uma "linguagem" feita por gestos.Para mim,esta era a única história,era tudo o que eu sabia sobre a surdez.Após estes estudos, compreendí o termo surdo de maneira desvinculada de deficiência,conhecí a importância da Língua Brasileira de Sinais, do ensino bilíngue e  da existência de uma literatura e  cultura surda,assim como a luta da comunidade surda por seus direitos e dignidade.
Não podemos nos contentar com ideias prontas,não pensadas,no senso comum.Temos que conhecer todas as possibilidades de uma situação,refletir,repensar e reelaborar conceitos e pensamentos.
Quando temos alunos difíceis,por exemplo,geralmente o rotulamos e passamos a sustentar uma única história sobre eles,engessando sua identidade.Assim fazemos com aqueles estudantes que tem dificuldades de aprendizagem,que mesmo que aprendam levam a fama de incapazes.Sem falar na antiga ideia de que devemos oferecer as bonecas e panelinhas para as meninas e os carrinhos e jogos de construção aos meninos...a única história denovo!
Nós,enquanto educadores,levamos uma carga muito pesada destes paradigmas.Não podemos ignorar nada,temos que responder a todas as perguntas e ter uma postura impecável...Como professora,devo saber tudo e ter filhos extremamente educados
Assim,os pensamentos são formados em larga escala,de forma igual.
Música clássica deve ser ouvida por pessoas da alta sociedade,samba por negros e funk é coisa de favela...apenas uma única história,passada adiante sem qualquer pensamento.
Eu,pessoalmente,percebo isto,como cristã,sou vista como a fanática ou santinha que não pode fazer nada de errado...e por aí vai.
Realmente,é muito perigoso sabermos uma só informação sobre determinado assunto e pensar de maneira a considerar o livro apenas pela capa,ou ter a mesma opinião que todas as pessoas tem sobre tudo,viver a base do "politicamente correto" e virar as costas para as reflexões nos faz cegos e imóveis em nossas convicções e atitudes.
Tem uma frase que ouví há algum tempo e que me marcou muito,dizia que nascemos com uma só boca e dois ouvidos,para falar menos e ouvir mais,e que ainda,o ouvido tem o formato de um ponto de interrogação(?),para questionarmos aquilo que ouvimos...
Conheçamos,repensamos e reflitamos sobre tudo o que está a nossa volta,sendo educadores motivadores e mortificadores das cruéis histórias únicas.




      






  


domingo, 26 de junho de 2016

                             Quando o brincar é cultura 

 
Junho é o mês das tradicionais festas juninas Brasil á fora!
O maravilhoso destas festas que fazem parte da cultura popular é a riqueza de aprendizagens nelas contidas.
As festas que homenageiam aos santos do mês de junho,Pedro,Antônio e João,nasceram no interior,nas plantações,festejando as ricas colheitas de milho,arroz,uva,amendoim...daí as deliciosas comidas típicas:rapadura,cocada,bolo de milho,pipoca,quentão,canjica...
A alegria maior é vestir xadrez,vestido de chita,chapéu de palha,fazer pintinhas no rosto.
Nestas festas,a riqueza das musiquinhas folclóricas alegram o ambiente e trazem consigo,além da melodia animada e dançante,os elementos culturais deste evento,como as bandeirinhas,os santos,o balão junino e as lindas quadrilhas...Olha a cobra!É mentira!
A ludicidade junina traz valores e fortalece a cultura.As tradicionais brincadeiras Pescaria,Corrida do Saco,Tiro ao Alvo,Boca do Palhaço,prendem as crianças em uma diversão que as permite explorar o corpo,concentrar-se,equilibrar-se,vivenciar o acerto e o erro,esperar sua vez e ganhar seus brindes.Esse exercício de valorização da cultura e da diversão é um dever valioso da escola,momento de receber a comunidade escolar e resgatar a integração das famílias e nas famílias.
Tenho percebido,que ás vezes,algumas escolas perdem esse tão precioso desafio,e encaram os festejos tradicionais e culturais escolares como árduas obrigações ou como fontes de lucro...Que não seja assim,mas que a escola continue promovendo o encontro da diversão com as aprendizagens,conhecimentos e cultura!!!



   Capelinha de Melão,
É de São João,
É de cravo, é de rosa,
É de manjericão.

São João está dormindo,
Não me ouve não,
Acordai, acordai,
Acordai João.

Atirei rosas pelo caminho,
A ventania veio e levou,
Tu me fizestes com seu espinhos,
Uma coroa de flor.

Capelinha de Melão,
É de São João,
É de cravo, é de rosa,
É de manjericão.


domingo, 5 de junho de 2016

                  A Evolução do Jogo Infantil 


 
"A INFÂNCIA É O TEMPO DE MAIOR CRIATIVIDADE NA VIDA DE UM SER HUMANO"
JEAN PIAGET 

                  
O brincar e a criança são tão semelhantes que parecem ser uma única coisa.Brincar,jogar e se divertir faz parte da infância e seu desenvolvimento.Como temos visto nos estudos da interdisciplina  de Ludicidade do curso de pedagogia PEAD/UFRGS,brincar é muito sério,pois através da brincadeira a criança se expressa,interage com o meio e seus pares e aprende.
Em relação aos jogos especificamente,Jean Piaget nos coloca,que as crianças interagem e se desenvolvem jogando,e que jogam de acordo com seus estádios de desenvolvimento psicosocial,de acordo com a epistemologia genética.
No estádio sensório-motor,de 0 a 2 anos,se percebe os jogos de exercício,onde a ludicidade está na repetição de ações realizadas pelo bebê,como jogar várias vezes um objeto no chão para ver o adulto buscar,ou esconder-se e aparecer novamente,tirar e colocar um acessório ou olhar e parar de olhar para uma direção ,por exemplo.
Já no estádio pré-operatório,de 2 a 7 anos,surgem os jogos simbólicos,onde simboliza o que vivencia ou vê através da imitação,geralmente imitando algo que não está presente ou refazendo uma cena que já aconteceu(imitação diferida).Nesta fase a imaginação da criança é simbólica e é muito comum a substituição de objetos por outros,como um graveto que vira espada,um tecido que vira bebe ou uma caixinha que vira um carrinho.
Nas crianças maiores,de 7 a 11 anos,estágio operatório concreto,o jogo simbólico passa a dar lugar a maior racionalidade,quando é comum os jogos de regras,onde a cooperação e as relações sociais estão em pleno desenvolvimento e a criança reconhece as regras como leis importantes,que dependem de um consentimento geral para serem mudadas.O pensamento e o jogo simbólico sempre estarão presentes na vida de um sujeito.
As regras estão presentes na infância,primeiro de forma motora,onde o bebe realiza suas ações dentro de suas habilidades,sem utilizar a linguagem e a imposição do adulto.Depois passa a reconhecer e a conviver com as regras impostas pelos adultos e já maiores tendem a respeitar e valorizar as regras em seu cotidiano.
Piaget em seus estudos sobre o desenvolvimento infantil,percebeu que a criança está sempre em evolução e que as fases deste desenvolvimento acontecem sucessivamente se complementando e que o surgimento de um estádio não implica no desaparecimento de outro.
Conhecer o desenvolvimento infantil e a relevância dos jogos e brincadeiras em seu processo de aprendizagem é de extrema importância para meu trabalho em sala de aula e minha formação docente.    


domingo, 29 de maio de 2016

                       Perguntando é que se Aprende 

   

 Não restam dúvidas de que o que move as descobertas e as aprendizagens são as perguntas e não as respostas,ao contrário do que seria provável e lógico de se imaginar.No terceiro eixo do curso de graduação em Pedagogia PEAD/UFRGS,o tema desenvolvido pela interdisciplina Seminário Integrador III,foi a elaboração e construção dos Projetos de Aprendizagem a serem desenvolvidos em sala de aula,voltados á pesquisa,onde o professor é o mediador e motivador da busca pelos saberes e o aluno tem um  papel totalmente ativo no  processo,pois é o agente questionador e pesquisador,construindo suas aprendizagens.''Ensinar não é transferir conhecimentos,mas criar as possibilidades para sua própria construção''(Paulo Freire,1996).
Partindo desta muito rica proposta do curso,fomos,nós graduandas, convidadas a questionar, isto é,fazer perguntas,questões que gostaríamos de desvendar.E o resultado foram muitas perguntas, as quais dariam ponto de partida aos projetos de pesquisa. 
Realmente,se refletirmos sobre a importância das perguntas e o poder que elas tem de nos levar a pensar,repensar,analisar,pesquisar e aprender,daríamos muito mais oportunidade a busca das respostas das perguntas dos nossos alunos,filhos e de nós mesmos.Quão importante é construir um conhecimento buscando,através da pesquisa,da observação e investigação,a simplesmente receber uma resposta pronta.[...o educador,de modo geral,já traz a resposta sem lhe terem perguntado nada...](Freire,Fundez,1985).

Desde pequena, ouço que devemos falar menos e ouvir mais,pois temos uma só boca e dois ouvidos e que ainda,as orelhas se parecem com interrogações,para que tudo aquilo que escutamos possa ser  questionado.As crianças perguntam para conhecer,nós perguntamos o tempo todo para nos sentirmos seguros,o padre pergunta na cerimônia de casamento,o juiz pergunta no tribunal e Jesus,nosso Senhor e Mestre,por diversas vezes,quando iria realizar um milagre,perguntava: -O que queres que eu te faça?

Jean Piaget, nos mostrou através de seus estudos sobre o desenvolvimento infantil,que a criança aprende através de seu relacionamento com o meio.No período pré-operatório,fase em que a criança tem um pensamento simbólico,criando imagens mentais de objetos ou pessoas que não estão presentes,observam e sentem muito mais estímulos do que podem
 explicar, passam  a vivenciar e reconhecer as regras e combinações,e sua curiosidade com o que a cerca aumenta,é a fase dos porquês.Nesta fase sentem-se atraídas por brincadeiras desafiadoras e jogos que envolvam regras e memorização.
Logo após,começam a assimilar as situações abstratas concretizando-as,a partir de situações,objetos ,brinquedos,e começam a desenvolver noções de número,ordem,conceitos simples.É o estádio operatório concreto se iniciando. 
É neste processo de desenvolvimento que as perguntas estão em alta,a curiosidade e a capacidade de imaginação  instigam o conhecimento,que as crianças passam a buscar durante toda a trajetória escolar.

Que as perguntas tão despertadoras de saberes estejam presentes em todos os processos de busca pelo conhecimento em nossas salas de aula.E que nós educadores,possamos permitir aos nossos alunos aprenderem a aprender,partindo de suas muitas perguntas,mostrar o caminho da busca e construção das aprendizagens.

Perguntar não ofende.Perguntando se aprende!!



 Gosto muito desta música ''Oito Anos'' de Adriana Calcanhoto.Nela,estão perguntas feitas pelo filho da cantora Paula Toler,Gabriel,de oito anos,muito questionador,no seu processo de curiosidade e de aprendizagem...Ouçam!!Muito legal!!


  




   



domingo, 15 de maio de 2016

          Quando a brincadeira gera renda...


Esta charge tem o objetivo de chamar a atenção para a questão do trabalho infantil.Mas parece tratar o assunto de maneira  cômica e de forma racista.

Na interdisciplina de Ludicidade,temos discutido e refletido a respeito da importância do brincar para o desenvolvimento infantil.O brincar,o jogar,o vivenciar as regras e o faz de conta,permitem á criança desenvolver valores e adquirir saberes,importantes,inclusiva a vida adulta.
Nesta semana,ao discutirmos sobre a temática da ludicidade infantil,assistimos a dois curtas da internet que trazem as questões relacionadas ao jogo e as brincadeiras,mas também nos faz refletir sobre um importante tema,presente ,infelizmente,em nossa sociedade atual,que é o trabalho e a exploração infantil.
No Brasil, tem crescido nos últimos anos, o número de crianças,que devido a forte crise econômica,deixam de vivenciar a infância em sua totalidade,para ajudar suas famílias no sustento diário,principalmente em classes minoritárias.Não estão brincando ou na escola,mas estão nos sinais vendendo objetos,catando lixo seco para reciclagem ou fazendo favores nas ruas em troca de trocados.Ainda outras,trabalhando de forma escravista.
Mas como sabemos,as crianças tem necessidade de brincar,de jogar,de interagir com os objetos e seus pares para que se desenvolva.
Mesmo crianças em situações de vulnerabilidade social,brincam o tempo todo.Nem sempre tem brinquedos,nem sempre tem tempo,mas não deixa de fantasiar,de criar e usar a imaginação,mesmo em atividades de trabalho adulto,acham,de sua maneira,um jeito de brincar.


Tomara,que nossas crianças consigam vencer os desafios desta sociedade tão desigual e injusta.Que as crianças sejam vistas,respeitadas e defendidas,e que tenham o direito de viver a infância em sua plenitude,brincando como criança brinca! 


                                  

            "AS CRIANÇAS NÃO BRINCAM DE BRINCAR,BRINCAM DE VERDADE"
                                                   MÁRIO QUINTANA
  
                 


domingo, 1 de maio de 2016

                                      OS JOGOS 

 
Segundo historiadores,jogar é uma atividade desenvolvida pelo homem desde muito tempo,em civilizações antigas,inclusive,sem uma idade definida para os participantes.Jogos que eram atividades de nobres,ou serviam de ritos de passagem,estão fazendo parte do desenvolvimento humano faz tempo.Conta a história,que a igreja católica chegou a abolir a prática de jogos por considerar pecaminosa.
Philippe Aries,traz os primeiros relatos de jogos voltados ás crianças,como fonte de entretenimento e relaxamento na escola.
Para nós,educadores,não há dúvida,da importância do jogo no desenvolvimento infantil.É jogando que a criança interage com seus pares,vivencia a necessidade de criar estratégias,respeita dua vez,cumpre regras,ganha e perde e de maneira prazerosa aprende e testa conhecimentos diversos.As relações de responsabilidade,honestidade  e humildade aparecem nos jogos infantis,assim como a construção da autonomia e dissolução do egocentrismo,tão presente nas etapas da infância.
Os jogos motores,cooperativos e competitivos desenvolvem nas crianças,além de inúmeras aptidões na area física,valores essenciais para sua convivência escolar,e assim para sua vida.
Jogar é um ensaio para a vida real.
Acredito que as escolas e educadores devem investir e mobilizar seus alunos à prática de jogos de diversas categorias,motivando-os a aprender e buscar aprimorar-se nos jogos e competições escolares.A sala de aula deve ser um local de constante ludicidade em todos os momentos,principalmente para fixação de conteúdos.
Infelizmente,os jogos também podem ser nocivos se usados de forma errada...percebemos em nossa sociedade atual,alguns graves problemas ligados ao uso excessivo de jogos ou jogos com temas inapropriados.Como é o caso de pessoas viciadas em jogos ou,por exemplo,a recente polêmica do jogo Charlie,Charlie.
  Também concordo em afirmar que os adultos devem estar dispostos a participarem de jogos familiares,competições esportivas,jogos de com amigos e jogar para se divertir tanto quanto puderem.Pois nos desenvolvemos e aprendemos com a interação por toda a vida.
Que gostoso passar na Rua da Praia e ver aqueles velhinhos se divertindo com seus jogos de dama!

 


domingo, 10 de abril de 2016

                          PRA QUÊ BRINCAR?

"O PARAÍSO MORA DENTRO DE UMA CAIXA DE BRINQUEDOS" (RUBEM ALVES) 


                                  

Com muita satisfação,iniciamos na última a semana,a interdisciplina Ludicidade e Educação.Inicio essa postagem com o termo "satisfação",não para torná-la mais formal ao leitor,mas sim,porque acredito verdadeiramente,que o brincar é o cerne do desenvolvimento infantil,e que nós,educadores,devemos nos preparar sim,para sermos também motivadores e mediadores do brincar infantil.
A primeira questão desta interdisciplina,que chegou a mim virtualmente,foi o questionamento "PRA QUÊ BRINCAR?",para que nós alunas da pedagogia,professoras,viéssemos a refletir.Neste caso,a primeira coisa que pensei,é que na verdade,a questão não é o porquê as crianças brincam,mas o quanto as permitimos brincar.
Brincar é uma ação muito natural da criança.Ninguém precisa ensiná-la a brincar.
Quando ela brinca,está se relacionando com o mundo.Ora ela imita e representa o seu cotidiano,ora ela vivencia seus desejos e fantasias infantis.
Através das brincadeiras as interações com os objetos,ambientes e outras crianças acontecem,produzindo muita alegria e desenvolvendo a autonomia e diversas aprendizagens.
Com o considerável aumento do consumismo infantil,da tecnologia e até mesmo,das diversas atividades escolares e extraclasse as quais as crianças são submetidas nos dias atuais,a livre brincadeira vem se perdendo.Existem crianças que brincam somente se o brinquedo for muito atrativo,outras dependem da tecnologia para brincar e outras,não tem mais tempo pra isso.
Aí está o papel dos educadores.Permitir as crianças brincarem livremente,juntas,em diversos ambientes,criando e recriando.O resgate do brincar natural,aquele que produz sorrisos,aventuras,descobertas e sujeira(como já dizia certa propaganda de sabão em pó).
Brincar faz bem.Não só para as crianças,nós também devemos parar e jogar um pouco,correr,se distrair.Brincando se aprende e se é feliz.



"Ao brincar,a criança assume papéis e aceita regras próprias da brincadeira,executando,imaginariamente,tarefas para as quais ainda não está apta ou não sente como agradáveis na realidade"
                                                                                             ( Vigotski )