sexta-feira, 23 de setembro de 2016

                      AS  GAIOLAS E AS ASAS 


 
Nós educadores,temos um papel muito importante na formação de nossos alunos,principalmente nas questões de autonomia,identidade e protagonismo do sujeito em sua própria aprendizagem.Nesta semana,me maravilhei ao ler e a ouvir as sábias palavras de Rubem Alves com respeito a educação e a provocação da inteligência em nossas escolas.O que mais me impactou e me motivou a reflexão, foi os aforismos usados pelo autor para definir a escola em suas intencionalidades docentes,por exemplo,comparando-as com gaiolas ou asas.
Quando diz que as "escolas gaiolas" existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo,nos traz a terrível ideia de um sistema de ensino castrador,que tira o protagonismo do aluno na busca de seu conhecimento,o fazendo decorar,repetir,se enquadrar a um sistema geral e ter um pensamento limitado ao sendo comum.Mas relata em seu texto,que ainda há esperança,pois existem as escolas asas,que amam os pássaros em voo,e assim nos motiva a pensar a escola como um lugar de motivação da busca pelo conhecimento,da construção das aprendizagens,onde se coloca o aluno como o centro e o professor como o mediador,o encorajador e o provocador dos processos de aquisição de saberes.
Acredito que cada vez mais,existe a necessidade de repensar a prática docente diária,de rever os objetivos de uma educação de qualidade e de buscar atuar como um forte incentivador para os estudantes.
Quando atuamos hoje,é preciso pensar em que tipo de ser humano estamos formando ou pelo menos,incentivando a formar-se.Até quando exigiremos apenas as respostas certas ou os trabalhos entregues,sem promover que o aluno trilhe com segurança o caminho do desconhecido até a conquista do conhecimento?
É necessário deixar voar,assim como conhecer de perto cada pássaro e prepará-lo para este voo. 
Chega de pássaros engaiolados,que esperam pelo seu dono porque já não sabem mais voar...Que possamos abolir as gaiolas e encorajar os voos livres de nossos pequeninos pássaros!!!



"Há escolas que são gaiolas.Há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo.Pássaros engaiolados são pássaros sob controle.Engaiolados,seu dono pode levá-los para onde quiser.Pássaros engaiolados tem sempre um dono.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados.O que elas amam são pássaros em voo.Existem para dar aos pássaros coragem para voar.Ensinar o voo,isso elas não podem fazer,porque o voo já nasce dentro dos pássaros.O voo não pode ser ensinado.Só pode ser encorajado."
RUBEM ALVES 




Conhecendo um pouco mais deste maravilhoso e muito sábio educador... 
VÍDEO:
Rubem Alves: O Professor de Espantos

 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

             REPENSANDO A AUTORIA NA ESCRITA 

  Cada vez mais,nos processos de aprendizagem que estamos vivenciando em nossa formação acadêmica,a escrita está presente.E agora,na Universidade,diferente de outros espaços educacionais,esta vem com um diferencial:a exigência em que devemos desenvolvê-la e apresentá-la.Ao mesmo tempo,em que a escrita é um desafio,também é um fator de extrema importância para a construção dos saberes  e para o aprimoramento da linguagem escrita.
 Tanto o portfólio de aprendizagem,como as atividades realizadas durante o curso e,principalmente a construção das sínteses reflexivas dos eixos,exigem que nos posicionemos de forma clara,objetiva,com uso de evidências e argumentos palpáveis,onde a autoria esteja presente,apoiada em referenciais teóricos concretos,sempre priorizando as regras usuais da língua portuguesa e as  normas acadêmicas de escrita.
Parece simples,mas pelo menos para mim,ainda soa como um desafio a ser vencido e também um fator motivador a cada escrita.O próprio fato de que se escreve para se comunicar opiniões e ideias próprias,já trazem certo desconforto,e exige coragem.
Mas,como todas as aprendizagens humanas,acredito eu,a escrita é aprendida na ação,então é escrevendo que nos atrevemos a escrever,e não só a grafar corretamente,mas a expor e a lidar com a expressão.


"Tenho medo de escrever.É tão perigoso.Quem tentou,sabe...Escrever é uma pedra lançada no poço fundo"
                                                          Clarice Lispector  
   


COMPARANDO...

CITAÇÃO:o fracasso escolar,vivido por muitas crianças,pode ser pensado então como a emergência,a visibilidade de uma articulação entre um sintoma social e um sujeito.
texto de Maria Cristina Kupfer,no livro Educação para o Futuro:psicanálise e educação,ano de publicação:2000,página da citação:130.



"O fracasso escolar,vivido por muitas crianças,pode ser pensado então,como a emergência,a visibilidade de uma articulação entre um sintoma social e um sujeito"

KUPFER,Maria Cristina.Educação para o Futuro:Psicanálise e Educação.São Paulo.Ed.Escuta,2000.






Sugestão de leitura:A Engenharia do Texto:Um Caminho Ruma á Prática da Boa Redação(Odenildo Sena).



segunda-feira, 5 de setembro de 2016

                   REFLETINDO O WORKSHOP...

REPENSAR CONCEITOS,REELABORAR  APRENDIZAGENS E APERFEIÇOAR A PRÁTICA!! 

             
O terceiro eixo do curso de graduação em pedagogia PEAD/UFRGS,foi um momento de aprendizagens ricas e de grande valia para minha formação docente.
Diferente dos eixos anteriores,acredito que este ,trouxe a solidez de aprendizagens construídas com mais maturidade,pois passada a euforia do ingresso na Universidade,a adaptação ao curso e as ferramentas digitais e o sentimento de confronto direto das teorias educacionais com as práticas docentes diárias,agora,neste momento,foi possível,sorver as aprendizagens e reflexões conceituais com maior aproveitamento.
A produção da Síntese Reflexiva das Aprendizagens é o relevante momento  de expressar de forma escrita,o processo de construção dos conhecimentos obtidos através do confronto dos conceitos estudados no curso, com os debates entre pares,as muitas reflexões realizadas e a prática diária em sala de aula.O portfólio de aprendizagens é um grande aliado neste processo de escrita,pois registra o percurso destas aprendizagens de forma muito fiel durante o decorrer de cada eixo.
Sem dúvida,o momento do workshop,a expressão oral dos saberes obtidos durante o semestre de estudos, não é um momento de avaliação final,mas um momento de troca de experiências extremamente importante ao final de cada eixo,sintetizando os conceitos mais significativos e trazendo uma importante reflexão sobre a relação teoria e  prática.
A cada workshop, é possível perceber o quanto crescemos profissionalmente e quanto nos superamos pessoalmente,além de trazer a lume,as conquistas do grupo de graduandas de forma geral,nos motivando aos próximos desafios e aquisições em termos de conhecimento. 


O EIXO III EM UMA PALAVRA:


EXPRESSÃO

 

As interdisciplinas do terceiro eixo do PEAD,me fizeram repensar as questões de comunicação e expressão de nossos alunos e nossa relação comunicativa com eles,de que forma nos expressamos a eles,o quanto os permitimos se expressarem e de que maneira a expressão acontece no cotidiano da sala de aula.Quando no Seminário Integrador III,construímos os Projetos de Aprendizagem e ressaltamos a importância da atuação do aluno como perguntador e pesquisador,já repensamos a valorização da expressão.Assim como nós mesmas,na busca das escritas autônomas e acadêmicas estamos buscando novas formas de nos expressarmos.
A música,a literatura e a ludicidade são ricas fontes de comunicação e expressão e ainda,como um grande prêmio deste eixo,conhecemos e passamos a admirar de forma muito importante uma diferente maneira de comunicar e expressar,a Língua Brasileira de Sinais.
Certamente,o semestre acaba deixando fortes reflexões e mudanças de intencionalidades docentes em relação as expressões que acontecem e devem cada vez mais acontecer em nossas escolas.  


"AS ESCOLAS DEVERIAM SE DEDICAR MENOS AO ENSINO DAS RESPOSTAS CERTAS,E MAIS AO ENSINO DAS PERGUNTAS INTELIGENTES"
  RUBEM ALVES
    


  

sexta-feira, 15 de julho de 2016

                  O Perigo de uma Única História...


               "Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar."
Nelson Mandela 


Na caminhada docente nunca estamos prontos,sempre estamos refletindo,repensando e nos construindo como educadores. E acredito,que assim como eu,todo os educadores tem o desejo de formar cidadãos assim,que não sejam prontos,mas abertos as novas aprendizagens e possibilidades e que sejam,acima de tudo,críticos.
Digo isto,pois fiquei impactada e fortemente convidada a repensar algumas ideias,após assistir um vídeo proposto pelo curso de pedagogia PEAD/UFRGS,na interdisciplina de LIBRAS.O vídeo intitulado "O Perigo de Uma Única História",traz a realidade de uma escritora,de origem africana,falando de sua trajetória marcada pelo preconceito e julgamento social muito forte com respeito a sua cor,nacionalidade e etc...O verdadeiro "pré´-conceito".
Realmente,temos o cruel defeito de ter uma ideia formada,uma opinião única sobre as coisas e jamais mudarmos essa ideia ou revê-la.
No caso desta interdisciplina,LIBRAS,me ví protagonista desta situação.Sempre achei que ser surdo era uma deficiência trágica,que se deveria fornecer ao surdo os implantes e cirurgias,colocar as crianças surdas em escolas tradicionais para aprender a falar e sabia,também,da existência de uma "linguagem" feita por gestos.Para mim,esta era a única história,era tudo o que eu sabia sobre a surdez.Após estes estudos, compreendí o termo surdo de maneira desvinculada de deficiência,conhecí a importância da Língua Brasileira de Sinais, do ensino bilíngue e  da existência de uma literatura e  cultura surda,assim como a luta da comunidade surda por seus direitos e dignidade.
Não podemos nos contentar com ideias prontas,não pensadas,no senso comum.Temos que conhecer todas as possibilidades de uma situação,refletir,repensar e reelaborar conceitos e pensamentos.
Quando temos alunos difíceis,por exemplo,geralmente o rotulamos e passamos a sustentar uma única história sobre eles,engessando sua identidade.Assim fazemos com aqueles estudantes que tem dificuldades de aprendizagem,que mesmo que aprendam levam a fama de incapazes.Sem falar na antiga ideia de que devemos oferecer as bonecas e panelinhas para as meninas e os carrinhos e jogos de construção aos meninos...a única história denovo!
Nós,enquanto educadores,levamos uma carga muito pesada destes paradigmas.Não podemos ignorar nada,temos que responder a todas as perguntas e ter uma postura impecável...Como professora,devo saber tudo e ter filhos extremamente educados
Assim,os pensamentos são formados em larga escala,de forma igual.
Música clássica deve ser ouvida por pessoas da alta sociedade,samba por negros e funk é coisa de favela...apenas uma única história,passada adiante sem qualquer pensamento.
Eu,pessoalmente,percebo isto,como cristã,sou vista como a fanática ou santinha que não pode fazer nada de errado...e por aí vai.
Realmente,é muito perigoso sabermos uma só informação sobre determinado assunto e pensar de maneira a considerar o livro apenas pela capa,ou ter a mesma opinião que todas as pessoas tem sobre tudo,viver a base do "politicamente correto" e virar as costas para as reflexões nos faz cegos e imóveis em nossas convicções e atitudes.
Tem uma frase que ouví há algum tempo e que me marcou muito,dizia que nascemos com uma só boca e dois ouvidos,para falar menos e ouvir mais,e que ainda,o ouvido tem o formato de um ponto de interrogação(?),para questionarmos aquilo que ouvimos...
Conheçamos,repensamos e reflitamos sobre tudo o que está a nossa volta,sendo educadores motivadores e mortificadores das cruéis histórias únicas.




      






  


domingo, 26 de junho de 2016

                             Quando o brincar é cultura 

 
Junho é o mês das tradicionais festas juninas Brasil á fora!
O maravilhoso destas festas que fazem parte da cultura popular é a riqueza de aprendizagens nelas contidas.
As festas que homenageiam aos santos do mês de junho,Pedro,Antônio e João,nasceram no interior,nas plantações,festejando as ricas colheitas de milho,arroz,uva,amendoim...daí as deliciosas comidas típicas:rapadura,cocada,bolo de milho,pipoca,quentão,canjica...
A alegria maior é vestir xadrez,vestido de chita,chapéu de palha,fazer pintinhas no rosto.
Nestas festas,a riqueza das musiquinhas folclóricas alegram o ambiente e trazem consigo,além da melodia animada e dançante,os elementos culturais deste evento,como as bandeirinhas,os santos,o balão junino e as lindas quadrilhas...Olha a cobra!É mentira!
A ludicidade junina traz valores e fortalece a cultura.As tradicionais brincadeiras Pescaria,Corrida do Saco,Tiro ao Alvo,Boca do Palhaço,prendem as crianças em uma diversão que as permite explorar o corpo,concentrar-se,equilibrar-se,vivenciar o acerto e o erro,esperar sua vez e ganhar seus brindes.Esse exercício de valorização da cultura e da diversão é um dever valioso da escola,momento de receber a comunidade escolar e resgatar a integração das famílias e nas famílias.
Tenho percebido,que ás vezes,algumas escolas perdem esse tão precioso desafio,e encaram os festejos tradicionais e culturais escolares como árduas obrigações ou como fontes de lucro...Que não seja assim,mas que a escola continue promovendo o encontro da diversão com as aprendizagens,conhecimentos e cultura!!!



   Capelinha de Melão,
É de São João,
É de cravo, é de rosa,
É de manjericão.

São João está dormindo,
Não me ouve não,
Acordai, acordai,
Acordai João.

Atirei rosas pelo caminho,
A ventania veio e levou,
Tu me fizestes com seu espinhos,
Uma coroa de flor.

Capelinha de Melão,
É de São João,
É de cravo, é de rosa,
É de manjericão.


                     A LÍNGUA E A LEI 

                      

A Língua Brasileira de Sinais-LIBRAS,oficialmente reconhecida como meio de comunicação e expressão da comunidade surda brasileira,pela lei 10.436 de 24 de abril de 2002,é a marca da identidade e conquista social da cultura surda.
A Lei de Libras,além de reconhecer a Língua Brasileira de Sinais como uma língua oficial,regulariza seu uso e difusão.Este decreto contém ainda,o dever do poder público de garantir o atendimento e tratamento adequado do surdo,assim como prevê que os sistemas educacionais capacitem os educadores para a educação da comunidade surda e ressalva que LIBRAS não substitui o uso da língua portuguesa,sendo assim,podemos interpretar que aceita uma educação bilíngue.
Infelizmente,a legislação vigente atua de forma desvinculada da realidade.Infelizmente a LIBRAS é pouco divulgada e não reconhecida pelas pessoas em geral como uma língua oficial.Hoje,uma criança surda em idade escolar,ao invés de ser familiarizada com a língua de sinais,é submetida a uso de implantes,cirurgias e exercícios de fala em escolas tradicionais,com professores,que ao contrário do que prevê a lei,seguem despreparados para educa-la.As políticas públicas não garantem tratamento e acessibilidade adequada a comunidade surda.
No mesmo decreto,encontramos as palavras surdo e deficientes auditivos,como se fossem palavras de mesmo significado.
A lei de libras é uma vitória da comunidade surda,mas algumas colocações ainda estão no papel.
O surdo é um cidadão de direitos e deve ser respeitado dentro da sua cultura e identidade própria,visto como um ser capaz e autônomo e não um deficiente,parte integrante e ativa da sociedade.



Art. 1o É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados.

 Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de comunicação e expressão, em que o sistema lingüístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.

Art. 2o Deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais - Libras como meio de comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil.

Art. 4o O sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, conforme legislação vigente.



domingo, 19 de junho de 2016

                                             POESIA NA SALA DE AULA

            "SEM LIVROS,DIFICILMENTE SE APRENDE A GOSTAR DE LER."
                                                     RUTH ROCHA

   
    Trazer a literatura para a sala de aula é indispensável para a formação de leitores apaixonados.Em especial,oferecer a mágica da poesia durante as aulas  é algo emocionante,pois a poesia vai além da simples linguagem escrita,envolvendo emoção e prazer na leitura.
Geralmente,em minhas turmas,tanto de educação infantil,como em anos iniciais,o livro infantil,com suas histórias e belas gravuras esteve sempre presente,como instrumento de deleite e de aprendizagem.Já a poesia,sempre apareceu menos em minhas aulas,não sei dizer exatamente o porquê.
Neste eixo do curso de graduação PEAD/UFRGS,na interdisciplina Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem,temos vivenciados momentos de significativo encontro com a linguagem poética,despertando assim,maior desejo de multiplicar a emoção da poesia.
Então,nesta semana,motivada pelas aprendizagens acadêmicas,levei para os meus pequeninos alunos da educação infantil,uma rica poesia.Claro,que já havia trabalhado poesia em sala de aula,mas desta vez,com maior significado e buscando explorar muito mais a poesia,construindo não só as habilidades e objetivos pedagógicos daquele planejamento,mas principalmente,engajada em desenvolver maior gosto pela leitura.
O resultado foi muito satisfatório,pois os alunos se envolveram pela linguagem rimada,sonora,quase musical da poesia,e apesar de sentirem falta das gravuras e do objeto livro em sí,perceberam a importância de ouvir e atentar as brincadeiras contidas nas palavras lidas.O ouvir,o oralizar,o reproduzir e interpretar a poesia é um conjunto de diversas aprendizagens que se constituem.Poesia é aprendizagem e prazer!


Identidade
    
   Às vezes nem eu mesmo 
sei quem sou.
às vezes sou.
"o meu queridinho",
às vezes sou
"moleque malcriado".          
                           
Para mim
tem vezes que eu sou rei,
herói voador,
caubói lutador,
jogador campeão.
às vezes sou pulga,
sou mosca também,
que voa e se esconde
de medo e vergonha.
Às vezes eu sou Hércules,
Sansão vencedor,
peito de aço
goleador!
Mas o que importa
o que pensam de mim?
Eu sou quem sou,
eu sou eu,
sou assim,
sou menino.
             Pedro Bandeira 


Trabalho auto-retrato,feito pela minha turma de educação infantil após a exploração da poesia Identidade,de Pedro Bandeira