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quinta-feira, 16 de julho de 2015

PAULO FREIRE E A PEDAGOGIA DA AUTONOMIA 


O livro Pedagogia da Autonomia:Saberes necessários à Prática Docente, não é uma simples obra literária destinada  a educadores,é sim,na minha opinião um manual de orientação a quem quer se dedicar de forma integral e verdadeira a educação.O foco principal deste trabalho de Freire é a construção da aprendizagem pelo educando.
Paulo Freire traz reflexões muitíssimos pertinentes ao cotidiano escolar,mostrando que as relações entre alunos e professores,as ações e atitudes docentes são imprescindíveis para a construção das aprendizagens significativas dos estudantes.
Posso dizer,sem receio,que tenho uma profunda admiração por diversos pensadores da educação,mas quando se trata de Paulo Freire,me identifico,me vejo ,me repenso e sem dúvida,me emociono. 



NÃO HÁ DOCÊNCIA SEM DISCÊNCIA

ENSINAR EXIGE:

pesquisa
testemunho
novidade
metodologia
estética e ética
respeito
reconhecimento cultural
criticidade
   
ENSINAR NÃO É TRANSMITIR CONHECIMENTOS 

ENSINAR EXIGE:

consciência de inacabamento
reconhecimento
respeito à autonomia
bom senso
humildade,tolerância e luta
apreenção da realidade
alegria e esperança
convicção
curiosidade

ENSINAR É UMA ESPECIFICIDADE HUMANA

ENSINAR EXIGE:

segurança,competência e generosidade
comprometimento
compreenção
liberdade e autoridade
tomada consciente de decisões
saber escutar
reconhecer a ideologia na educação
diálogo
querer bem aos educandos 


  Com certeza,educar exige.Exige primeiramente,um grande amor pela educação e a certeza  que ela pode mudar e transformar pessoas e sociedades.Saber que ser professor é muito mais do que um trabalho,é uma missão,permeada de muita responsabilidade social e afetiva.Vivenciar a escola e apropriar-se dela,compreender os educandos e investir nele,valorizar cada aprendizagem e refletir cada ação docente...plantar pequenas sementinhas e gerar grandes frutos...Obrigada Paulo Freire!! 





  










sexta-feira, 26 de junho de 2015

   MODELOS PEDAGÓGICOS E EPISTEMOLÓGICOS 


Os modelos de ensino e aprendizagem baseados na epistemologia genética de Jean Piaget,defendem a importância da construção do conhecimento pelo aluno,a partir de suas interações  com o meio e com o professor.O aluno constrói suas habilidades e competências a partir de suas estruturas mentais que se chocam com as novas informações,construindo e reconstruindo os saberes.O objetivo do  professor é formar sujeitos pensantes,críticos e capazes de reinventar os conhecimentos.

Segundo o professor de psicologia da educação FACED/UFRGS Fernando Becker,existem três fortes modelos de representar a relação ensino e aprendizagem:

Pedagogia Diretiva: O professor transmite o conhecimento,decide,dita. O aluno copia,executa e aprende.O conteúdo é o conhecimento.Age de forma empírica.A ideia principal é que o aluno só aprende se o professor ensinar.

Pedagogia não-diretiva:O professor é apenas o facilitador do aluno.Este já vem com uma herança genética de saberes,que precisam ser lapidados, organizados,  o aluno sempre aprende,o professor o auxiliar na tarefa de despertar o conhecimento que existe nele.Postura apriorista.

Pedagogia Relacional: O professor é o problematizador das ações. O aluno irá aprender a partir de boas condições de aprendizagem,interação com o ambiente e e colegas,exploração de materiais diversos e concretos e questionamentos pertinentes,sempre construindo e reconstruindo seus saberes através de processos de  aprendizagem(assimilação,acomodação...).Teoria do Construtivismo.










sábado, 6 de junho de 2015

   RELEMBRAR É VIVER: ESCOLA OLINTHO DE OLIVEIRA

 Nos anos de 2011 até 2013 trabalhei na Escola Estadual Olintho de Oliveira, uma escola de ensino fundamental,situada no bairro Cidade Baixa em Porto Alegre. É uma escola pequena, mas muito comprometida com a educação. A metodologia da escola, assim como seu PPP, é baseado no desenvolvimento dos projetos de trabalho, autonomia e construção do conhecimento. Foi um tempo de grande aprendizagem na minha carreira docente, por isso, fiz questão de compartilhar aqui!
Vai aqui alguns projetos que fizemos...








  




quinta-feira, 4 de junho de 2015

                                    
       
                                MÉTODOS GLOBALIZADOS X ENSINO TRADICIONAL

       "Os conteúdos disciplinares são imprescindíveis, mas não são a base para decidir a sequência didática em sala de aula"  (Antoni Zabala) 



     As discussões sobre as metodologias utilizadas em sala de aula são comuns e permeiam  todos os espaços escolares. Ensinar da melhor forma, buscar a maneira que o aluno aprende e garantir a aprendizagem significativa é o ideal de todo o  educador. O fazer pedagógico de cada professor está embasado não só na sua formação, mas muito mais nas suas vivências, realidades e motivação profissional.
     Zabala nos coloca em seu texto Respostas do Ensino à Dispersão do Conhecimento: Esclarecimento Conceitual ,que ao se trabalhar com os métodos globalizados, isto é, os projetos de trabalho globais, centros de interesse e outros sistemas complexos, o objetivo direto não é aprender os conteúdos disciplinares, mas o de alcançar o objetivo de conhecimento ou de elaboração do objeto de estudo. Utilizar um enfoque globalizador de ensino é utilizar os conteúdos como meios para conhecer ou responder questões de uma realidade experimental.
     Ao refletir sobre este tema em minha experiência docente, concordo com o autor, no sentido de que ao trabalhar com os métodos globalizados o aluno é o centro da aprendizagem e o professor o conduz pelo caminho da provocação e das descobertas. Eu, particularmente, adepta dos projetos de trabalho, considero que, assim como a vida em geral, a aprendizagem não pode ser segmentada, mas deve abranger os conhecimentos e estabelecer relações entre sí, e principalmente, assumir um caráter investigativo. O professor  é o motivador deste processo, as aulas devem sempre ter dinâmicas e estratégias bem elaboradas, visando a construção dos saberes. E os conteúdos, claro, também devem estar bem presentes nesta construção.
    Agora, devemos refletir e repensar, o que chamamos de ensino tradicional. Percebo, que nasce aí um novo paradigma. O conteúdo, trabalhado de forma isolada, sem estabelecer ligação com os outras áreas do conhecimento, são ,sem dúvida, algo negativo a aprendizagem. Assim como, um educador que não reflete sobre sua prática. Mas não é por isso, que devemos radicalizar. Usar o livro didático,  utilizar cópia de  um texto, elaborar uma aula expositiva dialogada ou permitir que os alunos resolvam "continhas" matemáticas, por exemplo, podem ter um aproveitamento cognitivo muito grande para a aprendizagem, se fizerem parte de um processo, estabelecerem interações e forem planejadas e refletidas pelo professor e não somente "jogadas" a eles dia após outro. Enfim, o foco está em como a aprendizagem é pensada, refletida e concebida por aquele que é o mediador da aprendizagem.

  O PROJETO 1,2,3 E  LÁCTEOS FOI UM PROJETO DE ALIMENTAÇÃO E SAÚDE  LANÇADO  PELO GOVERNO FEDERAL EM 2013,COMO INCENTIVO AO TRABALHO BASEADO NA GLOBALIZAÇÃO DE CONTEÚDOS EM SALA DE AULA.A PARTICIPAÇÃO E CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTOS PELOS ALUNOS FOI MUITO GRATIFICANTE.AMEI PARTICIPAR TAMBÉM.CONFIRAM:

                   http://123elacteos.com.br/sustentabilidade-e-o-tema-da-vez-na-eeef-tres-de-outubro/

                  



  




segunda-feira, 1 de junho de 2015

               Projeto Político Pedagógico:Pensando melhor...

     Durante minha trajetória docente,este termo,projeto político pedagógico,surgiu diversas vezes.Geralmente nas reuniões de início de ano letivo.Ás vezes para ser analisado e discutido,outras para ser refeito pelo grupo,e até para ser criado.Claro que já passei por várias escolas,cada uma com suas peculiaridades.
     Até me lembro,certa vez,que foi colocado ao grupo de professores que não existia mais o PPP e sim,somente o PP,pois este projeto era pedagógico e não tinha nada de político.Outra vez,em uma escola municipal infantil,foi feito uma grande pesquisa com a comunidade,com seus anseios e preocupações,para aí sim adaptar o PPP.
   Enfim,muito vivenciei o tema,mas no papel,na construção e elaboração,mas pouco na prática da escola.
     O texto que trabalhamos,Educação para a Diversidade,me trouxe um olhar mais atento sobre este assunto. As questões legais,como o direito à educação,acesso e permanência na escola,conclusão e qualidade fazem deste documento um apoio legal aos educandos e a comunidade escolar.A desigualdade vista com tamanha responsabilidade,assim como,a convivência social,participação,autonomia,democracia e os direitos humanos que devem permear o currículo são a base para o desenvolvimento da escola e suas aprendizagens.
      Sabemos que este documento escolar de suma importância nem sempre é levado à sério ,ou muitas vezes,não reelaborado não atinge as necessidades da escola,ou então,pior não existe.
       Neste momento de reflexão,pude analisar o documento da escola em que atuo no momento.Esta por sua vez,tem um projeto político pedagógico pastoral muito abrangente,por se tratar de um documento de rede escolar de confissão católica.Muito bem elaborado,contendo as prioridades educacionais e os direitos à educação,porém muito estanque,sem participação docente e com valorização própria.
      O mais rico foi poder analisar diferentes PPPs e perceber as diferentes objetividades e peculiaridades de cada instituição de ensino. 

  
 








domingo, 26 de abril de 2015




                                            Escola, Projeto Pedagógico e Currículo
                                                                

  UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

FACULDADE DE EDUCAÇÃO-PEAD

                                                Aluna: Aline Aguiar Martins da Silva



        MINHA MINI HISTÓRIA DOCENTE 


                     Grupo de educadoras Pacto pela Alfabetização na Idade Certa
       Nascí professora. Desde a infância, o ensinar e o aprender era pra mim algo prazeroso. Brincar de “escolinha”, está vivo na minha lembrança,assim como meus pais e meus avós falando da importância da Escola,antes do meu ingresso nela. Crescí com a ideia de que sem a escola não seria “ninguém na vida”. E tive,apesar de muito travessa, uma vida escolar de sucesso.
        Ao final da antiga oitava série, auxiliava nas turmas de séries inicias da minha escola, tamanha a falta de professores na época. Apaixonada pelos meus professores do ensino fundamental, ingressei no curso normal do Instituto de Educação General Flores da Cunha e no mesmo ano já estava estagiando em Escolas de Educação Infantil como auxiliar. Me lembro que com quatorze anos eu já tinha uma turminha de berçário e me virava como podia.
      Me formei em 2004 e nunca parei de trabalhar.Atuei em  escolas privadas e municipais, com educação infantil e anos iniciais. Ingressei no magistério estadual em 2007,onde me realizei profissionalmente por sete anos.Neste período, me casei e tive meus dois filhos, adiando o sonho da graduação, mas dentro da escola, vivenciando-a intensamente. E não desvalorizo de nenhuma forma o curso normal, que me serviu de alavanca para carreira docente, assim como a prática escolar associada às muitas formações e jornadas pedagógicas dentro das escolas. Mas de suma importância para a minha formação, foram e continuam sendo os profissionais que encontrei pelo caminho, os colegas de trabalho, que me davam exemplos lindos de docência e outros, horríveis, me mostrando, indiretamente, como não fazer.Os alunos também me ensinam,e não os bons,mas aqueles que não gostam da escola,que não aceitam nada e que fazem a gente pensar “o que eu faço com este guri?”,estes fazem as coisas acontecerem.
     O que me faz professora é estar na escola, não o estar físico, mas a responsabilidade de estar, a alegria de formar pessoas, de participar dos primeiros passos sociais de um ser humano em formação. Nem sempre é só o professor que ensina.A interação com a escola,a curiosidade, o vivenciar das experiências, os erros, os acertos e as necessidades levam alguém a aprender.O  professor mostra o caminho e sugere novos passos.
    Acredito que o que me faz continuar nesta jornada é a esperança, de mudar valores, de vencer dificuldades e pra mim,vivenciar o novo, porque na Escola as situações e os educandos nunca são os mesmos,a cada dia uma “aventura” nova surge,e que bom que seja assim.O que me encanta na escola,além daquele cheiro,som e sentimento característico é ver as descobertas e saber que elas serão fundamentais para o futuro dos pequenos aprendizes.
     Um grande sonho já está sendo realizado, cursar a graduação na UFRGS. Por acreditar na escola pública de qualidade, tenho como meta a aprovação em um concurso para a educação pública.
 Agora, desde o inicio deste ano, estou vivenciando novas experiências, lecionando na Rede Marista de educação. Tenho adotado uma metodologia baseada no afeto e na construção de valores religiosos e sociais, sem deixar de motivar para a busca de conhecimento e cultura. Aproveito a grande estrutura oferecida pela escola, a parceria com outros educadores, o diálogo constante e a estimulação das diversas áreas do conhecimento, para aprimorar meu trabalho, aprender e desafiar cada vez mais os alunos a aquisição dos saberes.  Confesso que alguns aspectos deste modelo me são estranhos, principalmente,a supervalorização das “vontades” do estudante, mas o sigo com ética e respeito.

      “Opções político-pedagógico-pastoral:
      As escolas maristas são espaçotempos previlegiados para o pleno desenvolvimento do ser humano em todas as suas dimensões...em relação às práticas educativas,será preciso integrar rigor científico,excelência acadêmica,formação cristã,cultura da solidariedade e da paz,sensibilidade estética,formação política e ética,ação pastoral e consciência planetária,superando-se as dicotomias e barreiras entre as múltiplas dimensões no espaçotempo escolar...”
          Projeto Educativo Brasil Marista-cap.4-pág.66