domingo, 17 de abril de 2016

                      Literatura:Uma fonte de emoções 


 

                           "LER É FAZER AMOR COM AS PALAVRAS"   Rubem Alves


Ler sempre foi para mim, um exercício de descobertas,aventuras, ora muito prazerosas e outras vezes,nem tanto,mas sempre,deste encantador e vasto mundo da literatura, tirei algum fruto e nunca deixei de aprender com os livros.
Nos primeiros contatos que tive com a literatura,já nasceu em mim um encantamento.Descobrir,ou desvendar a escrita,que para mim,com sete anos, era um enorme desafio,que se tornava algo cheio de magia,quando a professora lia histórias infantis cheias de cores e emoções...eu amava ouvir histórias!
Na adolescência, me redescobri como leitora e foram surgindo as necessidades escolares de produção escrita.Na memória trago,uma querida professora de português,da sexta série,que me apresentou,de maneira muito sábia,o amor pela literatura.Começou com um projeto de crônicas,passou para os artigos de jornal,poesia e literatura brasileira.Me apaixonei por Érico Veríssimo,lendo O Continente.Tivemos na escola,a visita da Martha Medeiros,do jornal Zero Hora,e eu me tornando uma apaixonada pela boa escrita,como sou até hoje.
Digo,que tive algumas experiências não tão prazerosas com a literatura,porque pelo caminho tive,na escola,aquelas leituras que são obrigatórias e que vem sem  um propósito concreto de quem as sugere,digo até,que leituras maravilhosas,mas sugeridas para faixa etária inadequada de alunos,seguidas de massantes exercícios de fixação...fui vítima destes maus caminhos que a literatura encontra...
Mas sobrevivi e ser apreciar a literatura,uma boa leitura,diferentes gêneros,sempre admirando os grandes nomes de nossa literatura,como Mario Quintana,Machado de Assis,Érico Veríssimo e os amados autores de literatura infantil,Ruth Rocha,Ana Maria Machado,Monteiro Lobato,Ziraldo...que preciosidades!
Mas querem saber minha verdadeira paixão literária?
Não falo de um livro,mas do livro. Bíblia Sagrada.
Como cristã,tenho essa preciosa literatura como fonte de alegria,motivação,orientação e fundamento de vida.E  mais do que todos os autores citados,este livro significa a mim,uma fonte de amor e vida! 


   "Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos,e não tenha amor,serei como o   metal que soa ou o símbalo que retine"          
                                         Bíblia Sagrada,I corínthios 13:1


"Lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho é a tua Palavra"
                                         Bíblia Sagrada,salmo 119:105  



                                                                           
                  
  


domingo, 10 de abril de 2016

                          PRA QUÊ BRINCAR?

"O PARAÍSO MORA DENTRO DE UMA CAIXA DE BRINQUEDOS" (RUBEM ALVES) 


                                  

Com muita satisfação,iniciamos na última a semana,a interdisciplina Ludicidade e Educação.Inicio essa postagem com o termo "satisfação",não para torná-la mais formal ao leitor,mas sim,porque acredito verdadeiramente,que o brincar é o cerne do desenvolvimento infantil,e que nós,educadores,devemos nos preparar sim,para sermos também motivadores e mediadores do brincar infantil.
A primeira questão desta interdisciplina,que chegou a mim virtualmente,foi o questionamento "PRA QUÊ BRINCAR?",para que nós alunas da pedagogia,professoras,viéssemos a refletir.Neste caso,a primeira coisa que pensei,é que na verdade,a questão não é o porquê as crianças brincam,mas o quanto as permitimos brincar.
Brincar é uma ação muito natural da criança.Ninguém precisa ensiná-la a brincar.
Quando ela brinca,está se relacionando com o mundo.Ora ela imita e representa o seu cotidiano,ora ela vivencia seus desejos e fantasias infantis.
Através das brincadeiras as interações com os objetos,ambientes e outras crianças acontecem,produzindo muita alegria e desenvolvendo a autonomia e diversas aprendizagens.
Com o considerável aumento do consumismo infantil,da tecnologia e até mesmo,das diversas atividades escolares e extraclasse as quais as crianças são submetidas nos dias atuais,a livre brincadeira vem se perdendo.Existem crianças que brincam somente se o brinquedo for muito atrativo,outras dependem da tecnologia para brincar e outras,não tem mais tempo pra isso.
Aí está o papel dos educadores.Permitir as crianças brincarem livremente,juntas,em diversos ambientes,criando e recriando.O resgate do brincar natural,aquele que produz sorrisos,aventuras,descobertas e sujeira(como já dizia certa propaganda de sabão em pó).
Brincar faz bem.Não só para as crianças,nós também devemos parar e jogar um pouco,correr,se distrair.Brincando se aprende e se é feliz.



"Ao brincar,a criança assume papéis e aceita regras próprias da brincadeira,executando,imaginariamente,tarefas para as quais ainda não está apta ou não sente como agradáveis na realidade"
                                                                                             ( Vigotski )

domingo, 3 de abril de 2016

                   COINCIDÊNCIA AGRADÁVEL

Gosto de compartilhar aqui,os diversos fatos cotidianos que nos remetem,de forma prática, a tudo o que temos discutido teóricamente na faculdade de educação.Como este que descrevo agora...
Após buscar meu filho na escola,nos finais de tarde,costumo levá-lo a pracinha do bairro.Em uma destas tardes presenciei uma situação incrível,que me emocionou bastante.Brincando junto com meu filho,nos balanços,estava um menino de aproximadamente uns quatro anos,muito esperto e muito falante.A mãe o observava de longe,sentada em um banco da praça.Em um certo momento,o menino se aproxima da mãe e começa a fazer-lhe sinais e ela,por sua vez,também responde a ela sinalizando.Percebi então,que a mãe era muda,mas se comunicava muito bem com o filho que não era.Eu fiquei um tanto comovida com essa situação,não pela deficiência,mas pela superação dela.
Chamei esta postagem de Coincidência Agradável porque em breve inicio no PEAD/UFRGS a interdisciplina de LIBRAS,e terei muita satisfação em poder me apropriar deste mundo totalmente distinto a mim.
Onde trabalho,tenho um colega muito querido,com esta mesma característica e me comunicar com ele será para mim uma grande conquista,e isto está além de um conhecimento acadêmico,falo de conquista pessoal.
Então aguardo feliz e ansiosa pela interdisciplina que iniciará e compartilho orgulhosa aqui,que as oportunidades que o curso tem me proporcionado são a mim muito caras.
Que em breve eu possa estar ampliando minha capacidade de comunicação na escola e fora dela! 


                            ISAQUE

                "Educar exige reflexão crítica sobre a prática"
                                                                       Paulo Freire

Existem situações em nosso cotidiano, que nos colocam em uma posição de total reflexão sobre o que temos feito como educadores e que resultados temos produzido.
Esta semana voltando da escola,encontrei um antigo aluno,muito marcante na minha docência,Isaque.Adoro este nome,significa sorriso,e trás consigo a história de um importante personagem bíblico, símbolo da fé cristã e do sacrifício pelo amor a Deus.Assim não esqueci como se chamava.
Ele me abordou e me deu um forte abraço,logo vi que aquele adolescente tinha a mesma carinha de quando estava no terceiro ano da Escola Três de Outubro,onde eu lecionei por bastante tempo.Estava com outros adolescentes em uma esquina próxima a minha casa,onde geralmente garotos usam drogas.Me disse que tinha desistido de estudar e que a escola não era pra ele,me tratando por "sora".Claro que rebati dizendo que não deveria pensar assim.
Na época em que era meu aluninho,Isaque teve muitos problemas disciplinares e de aprendizagem,por isso a importância deste encontro com  ele.Foram muitos encaminhamentos,reuniões com a família,idas ao soe,retiradas da sala de aula,brigas constantes e muitas retenções.
Depois que me despedi dele,me vi mergulhada em questionamentos e até,confesso, senti um forte sentimento de culpa.O que poderia ter sido  diferente?Qual minha parcela de culpa nesta situação atual dele?Qual foi o papel da escola?Onde se acertou,errou ou evitou o inevitável?
Como educadores, participamos de palestras, formações, leituras, dinâmicas acadêmicas...mas nada nos faz refletir mais do que um fato.Não para se culpar ou desanimar,mas para repensar a prática,para buscar fazer melhor,para olhar para o futuro e se conscientizar de como travamos nossas batalhas com a esperança de vencer a guerra.
Meu profundo sentimento é que Isaque retome seus estudos e sua motivação pessoal,e que outros "Isaques" permaneçam na escola e não nas esquinas de nossos bairros...e,principalmente,que e escola faça a diferença!

          "HÁ ESCOLAS QUE SÃO GAIOLAS E HÁ ESCOLAS QUE SÃO ASAS"
                                         RUBEM ALVES   

terça-feira, 22 de março de 2016


                  RECONHECER PARA AVANÇAR

Ao revisitar minhas postagens neste portfolio,agora sob a luz das ricas orientações do Serminário Integrador III,com respeito a boa argumentação,percebo várias postagens,que deveriam ser rescritas,ou,pelo menos,estarem mais embasadas em argumentos,mais objetivas e com maior desejo de convencimento do leitor.Dentre essas,tomo por exemplo,esta postagem,feita no ano passado,2015,onde eu colocava meus conhecimentos sobre Sigmund Freud,entittulando a postagem de Freud Explica.Na releitura sinto falta de argumentação consistente,com evidências mais claras,como minhas experiências docentes com crianças em processo de desenvolvimento.por exemplo.O texto parece muito informativo e pouco reflexivo ou argumentativo,faltando uma premissa a ser defendida,desqualificando também a conclusão ou fechamento para o leitor. Assim segue a tal escrita:



Sigmund Freud (1856-1939),médico neurologista,foi o maior pesquisador do funcionamento da mente humana de todos os tempos.Considerado o pai da psicanálise,pois acreditou,quando ninguém mais imaginava,que a mente humana não era apenas fisiológica,mas estava totalmente ligada ás emoções,desejos,sentimentos e sintomas físicos.
Começou seus estudos,tentando compreender uma doença que assombrava a neurologia da época,a histeria.Suas descobertas foram tão grandiosas que interferem até hoje em toda a sociedade,principalmente na educação,onde seu trabalho surge com grande impacto no conhecimento da mente infantil e nos estudos sobre a aprendizagem.
Freud descreve de maneira fantástica o desenvolvimento infantil por meio da sexualidade.Começando pela fase oral,onde a criança tem o prazer em sugar,a amamentação e toda a fase da satisfação infantil vinculada a boca,como o morder,levar objetos a boca,como nas fazes seguintes a essa.A fase anal,fálica,a latência e a fase genital.
O Complexo de Édipo,presente em nosso cotidiano,explica a forte ligação afetiva dos filhos pelas mães e das filhas pelos seus pais.
Freud passa a descrever a mente humana de maneira clara e óbvia em suas obras,falando do inconsciente,consciente e pré-consciente,partes de nossa mente,onde os desejos e sonhos são organizados cuidadosamente,para que possamos estar saudáveis e viver de forma equilibrada.As três instâncias psíquicas,id,ego e superego,em constante equilíbrio das vontades,desejos e convenções sociais em que vivemos.
O trabalho deste grande pensador,ainda é mais evidente,quando ele nos mostra os mecanismos de defesa,que atuam em nossa mente,para dosar,refrear ou proteger-nos do sofrimento excessivo e real ao qual somos submetidos todos os dias.A mãe que ao perder o filho nega a sua partida,o fingimento daquele que odeia,mas prefere fingir amar,a raiva que temos de um ser e descontamos sobre outro,as regressões e imitações que presenciamos por aí e assim por diante...
Conhecer a mente é saber educá-la, se conhecer é se respeitar e aceitar a condição humana,com seus error e seus acertos.Enquanto educadores,temos que respeitar a cada criança,saber que é um ser em desenvolvimento,e que é um ser cheio de desejos,sonhos,emoções que não é uma página em branco,mas é como um livro cheio de histórias,trajetórias e felicidades que a fazem um ser único e especial.E todas as vezes que os conflitos surgirem,entender que nada é em vão,mas que a mente humana está presente no comportamento e se manifesta de muitas formas.

segunda-feira, 21 de março de 2016

 REVISANDO MINHA CAPACIDADE DE  ARGUMENTAÇÃO...

           A primeira proposta do Seminário Integrador do eixo III é uma releitura e assim,reavaliação das postagens deste portfólio.O que é,sem dúvida,muito enriquecedor,pois nos dá a oportunidade de repensar o que foi refletido e a forma em que expressamos esta reflexão escrita.Mas claro,refletir e expressar o pensamento graficamente,de forma a levar o leitor a compreensão do que buscamos informar,ainda é para mim um processo de aprendizagem árduo,que ainda não está concluído.  

           Esta minha postagem do dia 21 de novembro de 2015,com o título Consciência Humana,foi escrita com muita propriedade,vinculada  as experiências que vivenciei na escola e fora dela.O que facilitou as argumentações nela contida,bem como as evidências destas bases.Percebo que a utilização de um referencial teórico,ou mesmo uma citação de fonte confiável, traz as discussões  maior veracidade,qualificando  o texto  postado. Convido-os a citada leitura:   





Ontem,dia vinte de novembro,foi,de acordo com o calendário, ao Dia Nacional da Consciência Negra.Não se trata de uma data "comemorativa",pois o melhor e o mais correto é que ela não existisse.
Esta data dedicada a luta contra o preconceito e igualdade racial,ainda gera muitas polêmicas entre as pessoas e na escola não seria diferente.Percebo ao longo da minha caminhada docente diferentes ideias sobre esta data.Alguns educadores revelam que é importante trabalhar com os alunos esta data,para que valorizem a cultura negra,outros para que aceitem as diferenças,outros para que desenvolvam uma aversão ao racismo e,ainda,tem aqueles educadores que não trabalham a data da Consciência Negra por defenderem que não existe uma "consciência branca",ou seja,creem que o problema já está solucionado.
Minha opinião é que,esta data não é só isso,e sim muito mais.O problema do racismo e a valorização da figura do negro é emergente,e não se trata de não ser racista ou de achar bonito as coisas da África,trata-se de reconhecer e naturalizar a formação cultural e histórica as quais,nós brasileiros,estamos inseridos.Também creio que esta data,deveria se expandir pelo calendário, e que a cultura negra e todas as outras culturas que compõe nossa identidade cultural, estivesse presente no cotidiano escolar,nas ruas,nas conversas,nas atitudes e na mídia.
Devemos parar sim no dia vinte de novembro e falar da África e de Zumbí dos Palmares.Mas não só neste dia.A igualdade deve estar presente no cotidiano da escola.O respeito ao negro,ao índio,ao branco,ao gordo e ao diferente deve ser algo socialmente inserido.
Infelizmente,somos contra o preconceito racial,mas aceitamos com muita naturalidade,assistir as novelas que trazem ainda,os patrões brancos e os motoristas e empregadas negras.
Nós educadores temos que fazer o nosso trabalho,formar pessoas.Com opiniões verdadeiras e não politicamente formatadas.
Achar a cultura indígena linda no dia dezenove de abril,ser patriota no dia sete de setembro e valorizar a mulher no dia oito de março é muito fácil,natural e socialmente correto.Mudar concepções e quebrar paradigmas é que é o desafio dos dias atuias.
Como educadora,desejo que a educação transforme a sociedade e para isso,é preciso lutar,não com armas,mas plantando conhecimento e reflexão.
Esta manhã,lí em uma rede social a seguinte frase:"Que bom que não existisse uma Consciência Negra e sim,uma Consciência Humana."


             "Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele,por sua origem ou ainda por sua religião.Para odiar,as pessoas precisam aprender,e se podem aprender a odiar,elas podem ser ensinadas a amar."
                                                                   Nelson Mandela   






quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

                    Existe a fórmula certa pra educar?


                                          Experiências Escolares Alternativas


Após a pesquisa sobre diferentes experiências escolares,ou seja,modelos pedagógicos muito diferentes dos vivenciados nas escolas em que atuamos normalmente,passamos a refletir sobre os objetivos da escola atual,por que e para que estamos educando,em que moldes estamos colocando os alunos de hoje.
Observando a trajetória histórica da escola, percebe-se quantas barreiras e quantos ajustes sociais sofreu até conquistar sua posição de importância dentro da sociedade,formatar seus objetivos reais de ensino e ser escola,autônoma.Um lugar de enclausuramento para meninos pobres,depois o lugar do civismo e do castigo físico e assim por diante até os nossos dias atuais.
Hoje,vendo diferentes formas de ser escola,diferentes objetivos e intencionalidades,estamos vendo a continuação da trajetória da escola e o seu papel na sociedade.
Na Escola da Ponte de Portugal,assim como no Projeto Âncora,o modelo que chamamos de “tradicional” é quebrado dando lugar a total autonomia do educando,com um novo ambiente,sem classificação por gênero ou idade,o que nos parece a primeira vista assustador e ao mesmo apaixonante,não se trata somente de processo de identidade de escola,mas demonstra o desejo de buscar o aprimoramento da formação que se almeja a cada criança.
Assim como as experiências de Barbiana que uniu os  gêneros,buscando uma educação igualitária.
As escolas do MST e as escolas quilombolas,que vão além da intenção pedagógica,passando pela luta social de direitos e reconhecimento e vencendo inúmeras dificuldades,são frutos de uma trajetória histórica relevante e tamanha superação,fazendo da educação a esperança da vida melhor e da valorização cultural.
Hoje,a escola que nomeamos de tradicional,também está vivenciando seu processo de identidade e transformação por meio destas e outras experiências escolares.Acredito,que a escola é lugar de transformação social e que cada vez mais devemos buscar formar seres humanos críticos,autônomos e atuantes na sociedade,independente da modelagem pedagógica adotada,mas embasada de intencionalidades reais de ensino.E que estes exemplos de escolas transformadoras e educadores com coragem de quebrar paradigmas e fazer diferente se multipliquem,trazendo assim melhor qualidade a educação e seu poder de transformação social. 


                             Um pouquinho sobre A Escola da Ponte...